Teoria da Relatividade é ideologia, e não ciência, defende pesquisador

Eu deliberadamente copiei o título do post de uma notícia publicada no site Inovação Tecnológica. A razão é que espero que meu post apareça junto com o deles (eles tem um PageRank maior que o meu). Se quiserem facilitar e fazer um link de qualquer parte dos seus sites para esta notícia, eu agradeço (vejam Google Bomb). Infelizmente o Inovação Tecnológica não permite comentários das notícias.

Eu fiquei duplamente chateado com o site, primeiro porque a notícia é assinada como ”Redação do Site Inovação Tecnológica”, e na verdade foi traduzido do pt-PT para o pt-BR. A notícia foi publicada no Ciência Hoje português, que não tem nada a ver com a Ciência Hoje do Brasil, vinculada à SBPC. O artigo mantém mesmo frases que não fazem sentido, como vou comentar mais a frente. A segunda razão é que a notícia, no site português, foi escrita por um jornalista comentando um artigo de um pesquisador da área de Ciências Políticas sobre a Teoria da Relatividade, ou seja, isto é que acontece quando alguém que não tem a mínima formação matemática ou de física, resolve comentar trabalhos do Einstein. Tem até foto do gênio de plantão:

O artigo do pesquisador saiu publicado na Social Epistemology, uma revista de filosofia da Ciência. Segundo o gênio de plantão, a Teoria da Relatividade só foi aceita porque o mundo estava saindo de uma pandemia de gripe e aquilo foi uma notícia acalentadora. Estou me preparando para uma mudança nos paradigmas da Ciência caso a gripe A (H1N1) se espalhe. O pobre pesquisador não sabe que a equação que ele risca na foto já foi comprovada experimentalmente diversas vezes e diversas vezes: ele não deve ter um GPS, onde correções da Relatividade Geral são necessárias para obter precisões da ordem de metros, e não quilômetros e nem ouviu falar da Bomba de Hiroshima e usinas nucleares. Veja a importância dos comentários no site português: o jornalista já foi tachado de analfabeto!

O pesquisador coloca o Paradoxo dos Gêmeos como uma inconsistência – UAU, se ele foi o primeiro a notar isto por que chamam de PARADOXO ! ! – da relatividade. O cara trabalha com Filosofia da Ciência e não sabe o que é um paradoxo!! Diga-se de passagem, ninguém mais considera o paradoxo dos gêmeos como um paradoxo: a Relatividade Especial trata de movimentos sem aceleração, movimentos acelerados são tratados pela Relatividade Geral, e lá não há qualquer paradoxo.

“O triunfo da Teoria da Relatividade representa o triunfo de uma ideologia não apenas na profissão de físico, mas também na filosofia da ciência,” conclui Hayes. Agora, um site que eu até assino o feed (Inovação Tecnológica) copia o artigo, sem se preocupar com a fonte, repetindo frases estúpidas como “Ele argumenta que seus impactos na ciência e na cultura popular foram tão grandes precisamente porque, como uma teoria científica, ela de fato não faz sentido.” Quer dizer, causou impacto na ciência porque não tem sentido como teoria científica. Alguém entendeu o que ele quer dizer com isto ??? Outra pérola: “Infelizmente, até agora ele não funcionou.”, sobre o LHC, que já rendeu milhões de dólares em patentes e que parou por avaria em um dos imãs supercondutores.

Eu não acho que só físicos devam ter o direito de escrever sobre física, e acho que bons jornalistas podem escrever sobre ciência. Físicos podem não ser lá muito claros e não conseguirem passar a ideia para o público, para isto jornalistas são formados. Mas jornalistas não perguntam ao médico a causa-mortis do paciente ? Não procuram o delegado para confirmar quem matou ? Então pesquisem e perguntem a quem realmente entende da coisa: relatividade e mecânica quântica são para quem fez as contas e só aí chegaram perto da compreensão.

Resumo: não escrevam sobre relatividade, quântica, gravidade, evolução, etc. caso não conheçam as comprovações experimentais das teorias; não se deixem levar pelo nome do blog; pesquisem sobre as fontes e, principalmente, abram os comentários dos seus blogues para que comentários possam a vir a esclarecer eventuais falhas ou imprecisões. Sobre futebol, como no post anterior, qualquer um pode falar….

Discussão

Van DehrerVan Dehrer, 28/May/2009 02:13

Verdade. Pior do que esses pseudo-gênios são os sites que repetem as bobagens deles sem nem ao menos analisar o que foi escrito. Não entendo patavinas de física, mas sei da importância da Teoria da Relatividade, por isso achei estranho o título.

Kurt KrautKurt Kraut, 28/May/2009 02:53

Apesar dessa história trazer todas as malfeitorias dos fenômenos de mídia, eu fico ainda calmo com a situação. A epistemologia é um corpo de conhecimento diferente da Física e tem sua história, mecanismos e atores. Nas Ciências da Natureza temos uma certa repulsa quando uma mesma pergunta tem respostas diferentes, apesar disso acontecer o tempo todo. Nas Ciências Humanas, isso já é felizmente mais tolerado.

O que vai acontecer com esse pesquisador é alguém refutá-lo logo logo. E esse trabalho será feito ainda no campo da epistemologia, não tão somente no campo da Física.

O cerne do problema está no que você apontou com maestria: o jornalista. O jornalismo da divulgação científica deveria saber como que se opera a produção do conhecimento. Na verdade, até deve fazer. Mas quem tem o trabalho monetizado no impacto do que faz e não na natureza do que diz não deveria ser levado tão a sério como é, principalmente no Brasil.

FredericoFrederico, 28/May/2009 07:35

Olá Thadeu,

Não sou físico, minha formação é em Biologia. Mas se tem uma coisa que me irrita profundamente é essa insistência em sempre aparecer alguém querendo mostrar que “Einstein errou”. E esse é mais um artigo para a pilha de bobagens já produzida.

Inclusive você levanta uma bola interessante ao final do seu texto: a confiabilidade de fontes. Diariamente vejo pessoas condenando a Wikipédia, achando um absurdo uma enciclopédia onde “todo mundo põe a mão”, como se outras publicações na web tivessem mais validade por serem mantidas por um grupo menor. Pois bem, na cabeça dessas pessoas, o Inovação Tecnológica seria um desses sítios confiáveis. Seria… Mais um ponto para a argumentação de que nunca podemos confiar em uma única fonte, independente de onde ela seja. Pelo menos se isso estivesse na Wikipédia daria pra gente corrigir (ou discutir)…

Um abraço e até mais.

J. F. MitreJ. F. Mitre, 28/May/2009 08:44

Eu estaria morrendo de rir, se não fosse tão absurdo…

Fernando Augusto Medeiros silvaFernando Augusto Medeiros silva, 28/May/2009 09:30

É uma pena esse cara ser um filósofo da ciência e não saber do que se trata a coisa. Primeiro que o paradoxo dos gêmeos é um falso dilema, o erro está nas premissas. Mas não vamos entrar nesse mérito, isso é confuso mesmo. A questão engraçada é ele postar a relatividade como ideologia. Primeiro queria saber de qual ideologia ele diz, em ciências humanas isso é importante. Segundo,, a teoria da relatividade se permite questionar, pode ser testada e refutada em algum ponto (coisa que o sujeito está tentando fazer), isso faz dela uma teoria que passa na definição de ciência de Popper (Grande filósofo da ciência melhor que esse ai). Terceiro, de onde ele tirou relatividade foi aceita de forma fácil? Até Eistein se questionou se os seus cálculos faziam sentido. Não me importo de ninguem tentar dizer que teoria A ou B estava errada, mas sustentar isso em blah blah blah é piada, aliás uma piada tão boa que um físico já fez. o sokal affair com seu “Em busca de uma hermeneutica transformativa da gravitação quântica” :)

__, 23/Jun/2009 11:08

Afinal, no Paradoxo dos Gêmeos, eles terão a mesma idade ou não quando se reencontrarem?

tjpptjpp, 23/Jun/2009 11:10

Não terão. O que sofreu aceleração será o mais velho.

Regis Fernandes GontijoIsRegis Fernandes GontijoIs, 27/Aug/2009 22:42

Isso mesmo. Esse filosofo esta' viajando na maionese, e como foi em alta velocidade ele ficou velho depressa demais e com ideias ultrapassadas.

Lucas GaleteLucas Galete, 28/May/2009 09:32

Tem repórter que é fogo.

tjpptjpp, 28/May/2009 13:41

Dois comentários: o Fernando lembrou bem do Sokal affair. Alan Sokal foi autor de um artigo totalmente sem sentido publicado no Social Text, uma revista, à epoca, sem árbitros (peer-review). Ao mesmo tempo publicou no Lingua Franca, um artigo desmascarando o primeiro. Vale a pena visitar a página do Sokal, em http://www.physics.nyu.edu/faculty/sokal/index.html, inclusive o link para o debate com Roberto Campos, na Folha.

Neste sentido, e pegando o gancho sobre o que o Kurt escreveu, o artigo de Hayes deveria ter sido refutado pelos referees do Social Epistemology. Eles alegam que “All research articles published in this journal have undergone peer review, based on initial editor screening and anonymized refereeing by at least two referees”, ou seja, pelo menos três pesquisadores foram coniventes com o que o Hayes escreveu. Isto cedeu ao artigo, inadequadamente, uma dose de credibilidade que poderia induzir os jornalistas ao erro.

Cesar G. MiguelCesar G. Miguel, 28/May/2009 14:05

Teorema: Sempre existirá alguém para negar Einstein ou Darwin, dentre outros menos conhecidos na população.

Alguns casos são mais absurdos que outros, mas todos dizem a mesma coisa. O que preocupa, afinal, não são exatamente estas pessoas, mas a publicação em um site de notícias que supostamente deveria ter um senso crítico mais adequado ao que se propõe.

Leo JandreLeo Jandre, 29/May/2009 16:05

A coisa mais incrível é que o cara q escreveu não entende o assunto que está criticando…

rodrigorrodrigor, 10/Jun/2009 15:40

GUG - GRACELI GRAND UNIFICATION - Sinfonia Complet

http://grand-unification-blog-html.blogspot.com/

tjpptjpp, 10/Jun/2009 16:19

Legal, mais um filósofo falando de física :) QUer minha opinião novamente ?

Sérgio F. LimaSérgio F. Lima, 14/Jun/2009 18:07

Opa Tadeu.

As vezes eu tenho dúvida se os árbitros destas revistas realmente lêem os artigos que lhe são submetidos!

Neste caso, parece que eles eram amiguinhos e não leram o texto… só pode ser!

abs

Jorge QuillfeldtJorge Quillfeldt, 16/Jun/2009 11:37

Olá, Tadeu,

Aqui é o Jorge Quillfeldt da UFRGS (Biofísica), não sei se lembras de mim. Essa revista “Social Epistemology” nem sequer é de Filosofia da Ciência, é mais uma daquelas picaretagens pós-modernas (POMO) que se apropriam do discurso científico para dizer bobagem. O campeão em língua portuguesa é o lusitano Boaventura de Souza Santos. Nem vale a pena entrar nos detalhes e bater boca com esse pessoal que eles realmente não sabem do que estão falando. Se bem que, conforme a disponibilidade, pode ser divertido: foi exatamente o que Sokal fez em 1996 numa outra revista POMO, “Social Text” (http://en.wikipedia.org/wiki/Sokal_affair).

O discurso pós-moderno é mais uma forma de pseudociência que se alastra dramaticamente em nosso meio acadêmico, especialmente nas “ciências” sociais.

Não sei se conheces o nosso blogue cético aqui na UFRGS (onde Jeferson Arenzon é um dos editores), mas o POMO deve entrar na nossa mira loguinho por aqui:

http://coletivoacidocetico.blogspot.com

Um abraço e parabéns pelo teu blogue.

zzzzzzzzzz, 27/Jan/2011 02:25

Uau, ciências sociais com aspas na palavra “ciência”. Parabéns por mostrar que por trás da sua crítica aos pós-modernos há toda uma intolerância aos estudos de humanidades. Enfim, não vou defender os pós-modernos, eles que se fodam, mas da próxima vez também é bom entender algo a respeito daquilo que se critica.

Erick Zirtenio Campos de SouzaErick Zirtenio Campos de Souza, 26/Aug/2009 09:35

Primeiro, entendo que existem muitos picaretas tentando iludir pessoas leigas para conseguirem status. Segundo, as ciências se completam, não sendo facultado somente aos físicos criticar a física. Terceiro, Einstein não era um “deus” impecável, não podendo ser questionado pelos reles mortais. diante destas considerações, observo que o cara do artigo foi infeliz em suas críticas, por quais motivos não sei, porém sei de uma coisa, Einstein, entre muitas contribuições, também contribuiu para disseminar a falsa concepção de que se pode fazer cinência pela ciência, sem atender interesses de classe. Isto é falso, a ciência nunca foi e jamais será neutra. Toda sua produção atenderá exigências da classe dominante. Senão vejamos, bomba atômica americana (capitalismo imperialista) em Hiroshima e Nagasaky, ameaça de destruição da humanidade pelo imperialismo mundial caso a União Soviética não recuasse. Este mesmo centro imperialista assombra o mundo com seu poderia militar, obrigando povos a tomarem rumos diferentes de seus costumes, somente para aderirem ao mercado capitalista ocidental (afeganistão, iraque, colombia, etc). Então recuso-me a acreditar que sendo Einstein, judeu, conhecedor das mazelas de seu povo, não sabia dessas “coisas”, cedeu a formúla da bomba atômica porque quis mesmo e gozou dos “louros” que o capitalismo lhe deu, tornou-se um mito pela propaganda imperialista, com direito de infância esquisita e tudo mais. Não nego a importância das descobertas do mesmo, porém ele não é, insisto, um “deus”, isto é uma forma do capitalismo imperialista mascarar a grande ameaça que as bombas atômicas são à humanidade. Inclusive já li que muitos físicos superaram em muito Einstein em diversos campos do conhecimento e também que o mesmo já foi criticado por muitos físicos, assim, propagar o mito do cientista independente e acima da humanidade é ideológico e nocivo ao mundo.

tjpptjpp, 26/Aug/2009 10:41

OI Erick

não há problema nenhum em questionar Einstein. As ferramentas para isto são fatos ou experimentos que não sejam explicados pela sua teoria. Para ter a credibilidade na Teoria da Relatividade, ele previu o desvio da luz, o experimento foi realizado no Brasil e confirmou a previsão. Simples assim.

A distância da fórmula E=mc² para uma boma atômica é imensa. É a mesma coisa que atribuir a Newton, a partir de suas leis, a construção do Empire State ou o WTC. Einstein não trabalhou no Projeto Manhattan.

O que você discutiu é chamado de falácia “ad hominem”, que não tem lugar em ciência: atribuir a veracidade ou falsidade de alguma informação, não pelo conteúdo mas pela autoria. Einstein perdeu vários debates sobre a Mecânica Quântica e deve ter se sentido orgulhoso disto, pois perdeu para Bohr.

Bob HardBob Hard, 26/Aug/2009 21:15

Olá Tadeu, Apesar de não ter formação em física, acompanho o fórum da IFUFF e vejo os embates constantes contra os “gênios” que vez por outra aparecem para espinafrar o Einstein e a Ciência oficial. Noto que todos eles gostam de escrever em posts longos mas sem nenhum nexo, defendendo idéias absurdas desde a construção de “discos voadores” até novas teorias de cosmogênese. Admiro a sua paciência em responder a essas criaturas bizarras sempre com bons argumentos e conhecimento de causa. Se fosse eu, deletava e bania do fórum no segundo comentário “torto”. Saudações!

Sandro Ricardo de SouzaSandro Ricardo de Souza, 29/Jul/2010 10:54

Parabéns pelo comentário sóbrio.

Estou copiando este post para repassar aos meus colegas professores, com os quais estou realizando um trabalho sobre Einstein.

Abraços

Sandro

almir terceiro telesalmir terceiro teles, 07/Aug/2010 19:51

Sou leigo em física.

Eu apenas queria confirmar ou não se a pasagem de Albert Einsten pelo o ceará, se é que por lá êle esteve, foi depois das experiências com a Teoria Da Relatividade. Ou êle esteve só pelo Rio, S.Paulo etc. Muito grato.

Pedro VieiraPedro Vieira, 02/Sep/2010 21:24

Não pretendo me meter em polêmicas, mesmo porque não sou físico, no entanto existem 2 dúvidas já antigas que me perseguem sobre a Teoria da Relatividade Generalizada e quem sabe tenho a sorte de resolve-las aqui.

1 – O famoso prêmio Nobel de física Chandrasekar, em seu livro Truth and Beauty – Aesthetic and Motivation in Science – Chicago 1990 , escreveu o muito estranho parágrafo: As I have said we have, as yet, no exact feature of general relativity that has been confirmed by observation: and none appear feasible in the foreseeable future (pag 149).

Qual o sigificado disso?

2 – Minha segunda questão é o próprio Einstein quem endossa. Como é possível uma teoria física prever forças gravitacionais infinitas? Parece-me claro que isso não pode estar certo. É o famoso “problemas do infinito” adentrando a física mais uma vez. Infinito é categoria para matemáticos não para físicos que tratam com o mundo real. Em ”On a stationary system with spherical symetry consisting of many gravitating ma sses”, Einstein termina afirmando:

…“The Schwartschild singulariries “does not appear for the reason that matter cannot be concentraded arbitraly. And this is due to the fact that otherwise constituing particles would reach the velocity of light.

Quando mais tarde essa sua tese foi derrubada e ele teve que aceitar o desagradável fato de que sua teoria desembocava em “infinitos”, ele afirmou com a clareza de um físico (não um matemático)e a humildade de um gênio:

Isso é um defeito a ser removido da teoria por uma melhor formulação matemática.

Minha segunda pergunta: porque a demanda do Einstein nunca prosperou? Porque os físicos aceitam “singularidades matemáticas” que o próprio autor renega e que eu, mesmo sem ser físico vejo que é um erro evidente e não pode existir no mundo real, só em equações.

Por fim quero esclarecer que minhas 2 dúvidas referem-se a Teoria da Relatividade Generalizada (1915), não a Teoria Restrita (1905), que nunca levantou grandes discussões sobre seu inegáveis méritos.

Pedro VieiraPedro Vieira, 02/Sep/2010 21:24

Não pretendo me meter em polêmicas, mesmo porque não sou físico, no entanto existem 2 dúvidas já antigas que me perseguem sobre a Teoria da Relatividade Generalizada e quem sabe tenho a sorte de resolve-las aqui.

1 – O famoso prêmio Nobel de física Chandrasekar, em seu livro Truth and Beauty – Aesthetic and Motivation in Science – Chicago 1990 , escreveu o muito estranho parágrafo: As I have said we have, as yet, no exact feature of general relativity that has been confirmed by observation: and none appear feasible in the foreseeable future (pag 149).

Qual o sigificado disso?

2 – Minha segunda questão é o próprio Einstein quem endossa. Como é possível uma teoria física prever forças gravitacionais infinitas? Parece-me claro que isso não pode estar certo. É o famoso “problemas do infinito” adentrando a física mais uma vez. Infinito é categoria para matemáticos não para físicos que tratam com o mundo real. Em ”On a stationary system with spherical symetry consisting of many gravitating ma sses”, Einstein termina afirmando:

…“The Schwartschild singulariries “does not appear for the reason that matter cannot be concentraded arbitraly. And this is due to the fact that otherwise constituing particles would reach the velocity of light.

Quando mais tarde essa sua tese foi derrubada e ele teve que aceitar o desagradável fato de que sua teoria desembocava em “infinitos”, ele afirmou com a clareza de um físico (não um matemático)e a humildade de um gênio:

Isso é um defeito a ser removido da teoria por uma melhor formulação matemática.

Minha segunda pergunta: porque a demanda do Einstein nunca prosperou? Porque os físicos aceitam “singularidades matemáticas” que o próprio autor renega e que eu, mesmo sem ser físico vejo que é um erro evidente e não pode existir no mundo real, só em equações.

Por fim quero esclarecer que minhas 2 dúvidas referem-se a Teoria da Relatividade Generalizada (1915), não a Teoria Restrita (1905), que nunca levantou grandes discussões sobre seu inegáveis méritos.

Heder RheysHeder Rheys, 29/Apr/2011 09:58

sem, palavras, um absurdo, mais está cheio de pseudo gênios por ai né. uma coisa é certa Einstein está 100% correto

Pedro VieiraPedro Vieira, 29/Apr/2011 14:57

Não sei se o “sem palavras,um absurdo”, acima, do Helder, se refiriu ao meu texto (parece que não). Se sim é afirmação de autoridade, apenas AFIRMA. Vale apenas como apoio ideológico (o que não é pouco), não é argumento e não viabiliza resposta.

Insisto que existem ponderáveis razões para se colocar em questão a Relatividade Generalizada. Talvez por isso mesmo surjam tantos questionamentos.

Inisto que se questiona apenas a Relatividade Generalizada, com seus buracos negros, buracos de minhoca, universos paralelos e viagens ao passado etc. Tudo filhos da gravidade infinita, coisa tão pouco física que, segundo Freeman Dyson, o próprio Einstein deplorava.

Ah sim algo estranho no reino da R. Generalizada!!

””

Bob HardBob Hard, 06/May/2011 12:05

A sonda Gravity Probe confirmou as previsões de Einstein a respeito da distorção do espaço/tempo em corpos celestes de grandes dimensões. A cada experimento, a relatividade geral se confirma. O resto? Bla bla bla… só isso.

Pedro VieirapPedro Vieirap, 06/May/2011 12:30

Helder

Essa sua afirmação desconsidera as idéias de Popper, atualmente dominantes no campo das ciêcias e aceitas por TODOS: nenhum número de confirmações experimentais PROVA uma teoria científica como VERDADEIRA. No entanto basta UMA só para prova-la FALSA. Considerar com blá blá as idéias de Popper, só mesmo num papo informal como esse.

Na mesma considerção de blá, blá blá, vc colocou Chandrasecar e o p´roprio Einstein, nos livros que citei lá atrás.

Insisto que debaixo “desse angú tem carne”. Não digo ser impossível provar o contrário, mas definitivamente NÃO É TRIVIAL, como vc parece acreditar.

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