Teoria da Relatividade é ideologia, e não ciência, defende pesquisador

Eu deliberadamente copiei o título do post de uma notícia publicada no site Inovação Tecnológica. A razão é que espero que meu post apareça junto com o deles (eles tem um PageRank maior que o meu). Se quiserem facilitar e fazer um link de qualquer parte dos seus sites para esta notícia, eu agradeço (vejam Google Bomb). Infelizmente o Inovação Tecnológica não permite comentários das notícias.

Eu fiquei duplamente chateado com o site, primeiro porque a notícia é assinada como ”Redação do Site Inovação Tecnológica”, e na verdade foi traduzido do pt-PT para o pt-BR. A notícia foi publicada no Ciência Hoje português, que não tem nada a ver com a Ciência Hoje do Brasil, vinculada à SBPC. O artigo mantém mesmo frases que não fazem sentido, como vou comentar mais a frente. A segunda razão é que a notícia, no site português, foi escrita por um jornalista comentando um artigo de um pesquisador da área de Ciências Políticas sobre a Teoria da Relatividade, ou seja, isto é que acontece quando alguém que não tem a mínima formação matemática ou de física, resolve comentar trabalhos do Einstein. Tem até foto do gênio de plantão:

O artigo do pesquisador saiu publicado na Social Epistemology, uma revista de filosofia da Ciência. Segundo o gênio de plantão, a Teoria da Relatividade só foi aceita porque o mundo estava saindo de uma pandemia de gripe e aquilo foi uma notícia acalentadora. Estou me preparando para uma mudança nos paradigmas da Ciência caso a gripe A (H1N1) se espalhe. O pobre pesquisador não sabe que a equação que ele risca na foto já foi comprovada experimentalmente diversas vezes e diversas vezes: ele não deve ter um GPS, onde correções da Relatividade Geral são necessárias para obter precisões da ordem de metros, e não quilômetros e nem ouviu falar da Bomba de Hiroshima e usinas nucleares. Veja a importância dos comentários no site português: o jornalista já foi tachado de analfabeto!

O pesquisador coloca o Paradoxo dos Gêmeos como uma inconsistência – UAU, se ele foi o primeiro a notar isto por que chamam de PARADOXO ! ! – da relatividade. O cara trabalha com Filosofia da Ciência e não sabe o que é um paradoxo!! Diga-se de passagem, ninguém mais considera o paradoxo dos gêmeos como um paradoxo: a Relatividade Especial trata de movimentos sem aceleração, movimentos acelerados são tratados pela Relatividade Geral, e lá não há qualquer paradoxo.

“O triunfo da Teoria da Relatividade representa o triunfo de uma ideologia não apenas na profissão de físico, mas também na filosofia da ciência,” conclui Hayes. Agora, um site que eu até assino o feed (Inovação Tecnológica) copia o artigo, sem se preocupar com a fonte, repetindo frases estúpidas como “Ele argumenta que seus impactos na ciência e na cultura popular foram tão grandes precisamente porque, como uma teoria científica, ela de fato não faz sentido.” Quer dizer, causou impacto na ciência porque não tem sentido como teoria científica. Alguém entendeu o que ele quer dizer com isto ??? Outra pérola: “Infelizmente, até agora ele não funcionou.”, sobre o LHC, que já rendeu milhões de dólares em patentes e que parou por avaria em um dos imãs supercondutores.

Eu não acho que só físicos devam ter o direito de escrever sobre física, e acho que bons jornalistas podem escrever sobre ciência. Físicos podem não ser lá muito claros e não conseguirem passar a ideia para o público, para isto jornalistas são formados. Mas jornalistas não perguntam ao médico a causa-mortis do paciente ? Não procuram o delegado para confirmar quem matou ? Então pesquisem e perguntem a quem realmente entende da coisa: relatividade e mecânica quântica são para quem fez as contas e só aí chegaram perto da compreensão.

Resumo: não escrevam sobre relatividade, quântica, gravidade, evolução, etc. caso não conheçam as comprovações experimentais das teorias; não se deixem levar pelo nome do blog; pesquisem sobre as fontes e, principalmente, abram os comentários dos seus blogues para que comentários possam a vir a esclarecer eventuais falhas ou imprecisões. Sobre futebol, como no post anterior, qualquer um pode falar….

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Discussão

Van DehrerVan Dehrer, 28/May/2009 02:13

Verdade. Pior do que esses pseudo-gênios são os sites que repetem as bobagens deles sem nem ao menos analisar o que foi escrito. Não entendo patavinas de física, mas sei da importância da Teoria da Relatividade, por isso achei estranho o título.

Sérgi L RSérgi L R, 04/Nov/2013 14:28

O RAPAZ DA FOTO ESTÁ CERTO EM PRIMEIRO LUGAR, E ERRADO EM RELAÇÃO AO CAMPO DE APLICAÇÕES DA TEORIA DA RELATIVIDADE IMAGINE QUE EU SAIA DO MESMO PONTO “A' COM O CRONÔMETRO ZERADO, OUTRO AMIGO SAIA DO PONTO “B” TAMBEM COM SEU CRONÔMETRO ZERADO. EU DISPADO A VELOCIDADE DA LUZ E ELE A VELOCIDADE DO MAIOR E MELHOR ATLETA CORREDOR DA HISTÓRIA,NÃO HÁ DÚVIDAS DE QUE SE EU DESPREZAR A RESISTÊNCIA DO AR COM TODO MEU POTÊNCIAL EU CHEGAREI VIVO E INTACTO AO PONTO “A” DE MINHA PARTIDA ENQUANTO ELE TALVES AINDA ESTEJA SAINDO DO LUGAR. É CLARO QUE EXISTEM LEIS ,OU SEJA, ANTES DE EU E ELE DISPARARMOS EM VELOCIDADE RUMO AO ALVO PRECISAMOS OUVIR O GRITO DE: VALENDO! EU OUÇO AO MESMO TEMPO QUE ELE TEMPO QUE ELE OUVE EU DISPARO AO MESMO QUE ELE DISPARA A CORRER PORÉM EU FAÇO O PERCURSO EM MENOS TEMPO E AIOR VELOCIDADE TALVES QUANDO EU CHEGAR ELE AINDA ESTEJA A ALGUNS MILÉSIOS DE CENTIMETROS MAS COM CERTEZA EU E ELE OUVIMOS O MESMO GRITO DE: VALENDO! EU NÃO OUVI NEM ANTES NEM DEPOIS MAS NA MESMA HORA DO CORREDOR “B” O QUE EINSTEN E NOSSOS FÍSICOS MODERNOS ESUQCERAM DE CALCULAR FOI QUE UMA COISA SEM A OUTRA NÃO É UMA COISA OU SEJA , O TEMPO SEM O ESPAÇO É SOMENTE O TEPO E VICE VERSA… MEU E-MAIL: SERGIOLUIZROZA@BOL.COM SOU APENAS UM ELETROTÉNICO FORMADO MAS ESTA TEORIA DE EINSTEN SÓ DEIXA CLARO A VONTEDE DELE E DE TODOS OS QUE A DEFENDEM DE QUERER SER OU AO MENOS PARECER SUPERIOR A TUDO E TODOS GPSs E OUTROS EQUIPAMENTOS DE PRECISÃO SÃO APENAS PARA LOCALIZAR A PESSOA EM DETERMINADO TEMPO ESPAÇO, NÃO TEM NADA A VER COM A BRUSCA E BESTIAL TEORIA DE EINSTEN QUE TAMBEM UMA VEZ DISSE QUE IRIA DESCOBRIR DE QUE A ALMA ERA FEITA… PAREI MEU TEMPO ESPAÇO PARA TANTA BABOZEIRA IRREALISTICAS É MENOS FANTASIOSO… RSRSRS…

Davi Rodrigues RochaDavi Rodrigues Rocha, 05/Jan/2014 17:36

amigão vai com calma, vc mesmo disso que não é da área, não se questiona assim relatividade, apenas com conceitos de documentários da discovery cara, MT matemática e conceituação SERIA ta faltando pra vc pelo q disse, então imagino que deveria ser menos breve ao dizer que einstein ou qq teoria fisica esta errada, sou estudante de fisica e acredite, mesmo quem sai da graduação com boas notas nao tem total dominio da area, entao vai com calma cara

Ivan R.SantosIvan R.Santos, 02/Apr/2014 12:56

Bem eu achava um absurdo a ideia de dilatacao do tempo, mais guando bati os olhos naquelas benditas equacoes do movimento de referencias inerciais(equacoes de Lorentz),estou de queijo caido pela “simpricidade”,nao sou fisico,mais infelizmente tenho q admitir q se alguem for capaz de sair desse sistema e provar o contrario, teria de burlar a constancia da velocidade da luz.

Mateus Quiciri SobrinhoMateus Quiciri Sobrinho, 30/Nov/2015 01:54

Parecendo a Dilma se exprimindo, não entendi nada……kkkkkk. Pra alguém provar que Einstein estava errado, desejo boa sorte e tempo.

Kurt KrautKurt Kraut, 28/May/2009 02:53

Apesar dessa história trazer todas as malfeitorias dos fenômenos de mídia, eu fico ainda calmo com a situação. A epistemologia é um corpo de conhecimento diferente da Física e tem sua história, mecanismos e atores. Nas Ciências da Natureza temos uma certa repulsa quando uma mesma pergunta tem respostas diferentes, apesar disso acontecer o tempo todo. Nas Ciências Humanas, isso já é felizmente mais tolerado.

O que vai acontecer com esse pesquisador é alguém refutá-lo logo logo. E esse trabalho será feito ainda no campo da epistemologia, não tão somente no campo da Física.

O cerne do problema está no que você apontou com maestria: o jornalista. O jornalismo da divulgação científica deveria saber como que se opera a produção do conhecimento. Na verdade, até deve fazer. Mas quem tem o trabalho monetizado no impacto do que faz e não na natureza do que diz não deveria ser levado tão a sério como é, principalmente no Brasil.

FredericoFrederico, 28/May/2009 07:35

Olá Thadeu,

Não sou físico, minha formação é em Biologia. Mas se tem uma coisa que me irrita profundamente é essa insistência em sempre aparecer alguém querendo mostrar que “Einstein errou”. E esse é mais um artigo para a pilha de bobagens já produzida.

Inclusive você levanta uma bola interessante ao final do seu texto: a confiabilidade de fontes. Diariamente vejo pessoas condenando a Wikipédia, achando um absurdo uma enciclopédia onde “todo mundo põe a mão”, como se outras publicações na web tivessem mais validade por serem mantidas por um grupo menor. Pois bem, na cabeça dessas pessoas, o Inovação Tecnológica seria um desses sítios confiáveis. Seria… Mais um ponto para a argumentação de que nunca podemos confiar em uma única fonte, independente de onde ela seja. Pelo menos se isso estivesse na Wikipédia daria pra gente corrigir (ou discutir)…

Um abraço e até mais.

Sérgio lrSérgio lr, 04/Nov/2013 14:54

TANTO EINSTEN COMO QUALQUER OUTRO ERROU SIM. VOCÊ JÁ LEU UM ARTIGO EM QUE EINSTEN DIZ QUE Quanto mais me aprofundo na Ciência mais me aproximo de Deus ! ELE ROMPEU CONSIGO PRÓPRIO E COM O MUNDO E COM A EPISTEMOLOGIA GERAL DE TODOS OS OUTROS FILOSOFOS… ELE CONFUNDIA INTELIGENCIA E LOUCURA RELIGIÃO E REALIDADE…NÃO QUERO DIZER COM ISSO QUE NÃO CREIO EM DEUS EU CREIO MAS SEI SEPARAR AS COISAS… OUVI UMA PALAVRA EM UMA PALESTRA QUE DIZIA: QUER DOMINAR O MUNDO? VOCE TEM 3 MEIOS OU A POLITICA OU A RELIGIÃO OU FAMA… QUAL DESTAS ESTRATEGIAS EINSTEN USOU ? TE DIGO QUE AS 3.

J. F. MitreJ. F. Mitre, 28/May/2009 08:44

Eu estaria morrendo de rir, se não fosse tão absurdo…

Fernando Augusto Medeiros silvaFernando Augusto Medeiros silva, 28/May/2009 09:30

É uma pena esse cara ser um filósofo da ciência e não saber do que se trata a coisa. Primeiro que o paradoxo dos gêmeos é um falso dilema, o erro está nas premissas. Mas não vamos entrar nesse mérito, isso é confuso mesmo. A questão engraçada é ele postar a relatividade como ideologia. Primeiro queria saber de qual ideologia ele diz, em ciências humanas isso é importante. Segundo,, a teoria da relatividade se permite questionar, pode ser testada e refutada em algum ponto (coisa que o sujeito está tentando fazer), isso faz dela uma teoria que passa na definição de ciência de Popper (Grande filósofo da ciência melhor que esse ai). Terceiro, de onde ele tirou relatividade foi aceita de forma fácil? Até Eistein se questionou se os seus cálculos faziam sentido. Não me importo de ninguem tentar dizer que teoria A ou B estava errada, mas sustentar isso em blah blah blah é piada, aliás uma piada tão boa que um físico já fez. o sokal affair com seu “Em busca de uma hermeneutica transformativa da gravitação quântica” :)

__, 23/Jun/2009 11:08

Afinal, no Paradoxo dos Gêmeos, eles terão a mesma idade ou não quando se reencontrarem?

tjpptjpp, 23/Jun/2009 11:10

Não terão. O que sofreu aceleração será o mais velho.

Regis Fernandes GontijoIsRegis Fernandes GontijoIs, 27/Aug/2009 22:42

Isso mesmo. Esse filosofo esta' viajando na maionese, e como foi em alta velocidade ele ficou velho depressa demais e com ideias ultrapassadas.

Lucas GaleteLucas Galete, 28/May/2009 09:32

Tem repórter que é fogo.

tjpptjpp, 28/May/2009 13:41

Dois comentários: o Fernando lembrou bem do Sokal affair. Alan Sokal foi autor de um artigo totalmente sem sentido publicado no Social Text, uma revista, à epoca, sem árbitros (peer-review). Ao mesmo tempo publicou no Lingua Franca, um artigo desmascarando o primeiro. Vale a pena visitar a página do Sokal, em http://www.physics.nyu.edu/faculty/sokal/index.html, inclusive o link para o debate com Roberto Campos, na Folha.

Neste sentido, e pegando o gancho sobre o que o Kurt escreveu, o artigo de Hayes deveria ter sido refutado pelos referees do Social Epistemology. Eles alegam que “All research articles published in this journal have undergone peer review, based on initial editor screening and anonymized refereeing by at least two referees”, ou seja, pelo menos três pesquisadores foram coniventes com o que o Hayes escreveu. Isto cedeu ao artigo, inadequadamente, uma dose de credibilidade que poderia induzir os jornalistas ao erro.

Cesar G. MiguelCesar G. Miguel, 28/May/2009 14:05

Teorema: Sempre existirá alguém para negar Einstein ou Darwin, dentre outros menos conhecidos na população.

Alguns casos são mais absurdos que outros, mas todos dizem a mesma coisa. O que preocupa, afinal, não são exatamente estas pessoas, mas a publicação em um site de notícias que supostamente deveria ter um senso crítico mais adequado ao que se propõe.

Leo JandreLeo Jandre, 29/May/2009 16:05

A coisa mais incrível é que o cara q escreveu não entende o assunto que está criticando…

rodrigorrodrigor, 10/Jun/2009 15:40

GUG - GRACELI GRAND UNIFICATION - Sinfonia Complet

http://grand-unification-blog-html.blogspot.com/

tjpptjpp, 10/Jun/2009 16:19

Legal, mais um filósofo falando de física :) QUer minha opinião novamente ?

Sérgio F. LimaSérgio F. Lima, 14/Jun/2009 18:07

Opa Tadeu.

As vezes eu tenho dúvida se os árbitros destas revistas realmente lêem os artigos que lhe são submetidos!

Neste caso, parece que eles eram amiguinhos e não leram o texto… só pode ser!

abs

Jorge QuillfeldtJorge Quillfeldt, 16/Jun/2009 11:37

Olá, Tadeu,

Aqui é o Jorge Quillfeldt da UFRGS (Biofísica), não sei se lembras de mim. Essa revista “Social Epistemology” nem sequer é de Filosofia da Ciência, é mais uma daquelas picaretagens pós-modernas (POMO) que se apropriam do discurso científico para dizer bobagem. O campeão em língua portuguesa é o lusitano Boaventura de Souza Santos. Nem vale a pena entrar nos detalhes e bater boca com esse pessoal que eles realmente não sabem do que estão falando. Se bem que, conforme a disponibilidade, pode ser divertido: foi exatamente o que Sokal fez em 1996 numa outra revista POMO, “Social Text” (http://en.wikipedia.org/wiki/Sokal_affair).

O discurso pós-moderno é mais uma forma de pseudociência que se alastra dramaticamente em nosso meio acadêmico, especialmente nas “ciências” sociais.

Não sei se conheces o nosso blogue cético aqui na UFRGS (onde Jeferson Arenzon é um dos editores), mas o POMO deve entrar na nossa mira loguinho por aqui:

http://coletivoacidocetico.blogspot.com

Um abraço e parabéns pelo teu blogue.

zzzzzzzzzz, 27/Jan/2011 02:25

Uau, ciências sociais com aspas na palavra “ciência”. Parabéns por mostrar que por trás da sua crítica aos pós-modernos há toda uma intolerância aos estudos de humanidades. Enfim, não vou defender os pós-modernos, eles que se fodam, mas da próxima vez também é bom entender algo a respeito daquilo que se critica.

Davi Rodrigues RochaDavi Rodrigues Rocha, 05/Jan/2014 17:45

ta certo mano é com aspas msm, essa é a imagem que essas ditas ciencias tem contruido dela propria

Erick Zirtenio Campos de SouzaErick Zirtenio Campos de Souza, 26/Aug/2009 09:35

Primeiro, entendo que existem muitos picaretas tentando iludir pessoas leigas para conseguirem status. Segundo, as ciências se completam, não sendo facultado somente aos físicos criticar a física. Terceiro, Einstein não era um “deus” impecável, não podendo ser questionado pelos reles mortais. diante destas considerações, observo que o cara do artigo foi infeliz em suas críticas, por quais motivos não sei, porém sei de uma coisa, Einstein, entre muitas contribuições, também contribuiu para disseminar a falsa concepção de que se pode fazer cinência pela ciência, sem atender interesses de classe. Isto é falso, a ciência nunca foi e jamais será neutra. Toda sua produção atenderá exigências da classe dominante. Senão vejamos, bomba atômica americana (capitalismo imperialista) em Hiroshima e Nagasaky, ameaça de destruição da humanidade pelo imperialismo mundial caso a União Soviética não recuasse. Este mesmo centro imperialista assombra o mundo com seu poderia militar, obrigando povos a tomarem rumos diferentes de seus costumes, somente para aderirem ao mercado capitalista ocidental (afeganistão, iraque, colombia, etc). Então recuso-me a acreditar que sendo Einstein, judeu, conhecedor das mazelas de seu povo, não sabia dessas “coisas”, cedeu a formúla da bomba atômica porque quis mesmo e gozou dos “louros” que o capitalismo lhe deu, tornou-se um mito pela propaganda imperialista, com direito de infância esquisita e tudo mais. Não nego a importância das descobertas do mesmo, porém ele não é, insisto, um “deus”, isto é uma forma do capitalismo imperialista mascarar a grande ameaça que as bombas atômicas são à humanidade. Inclusive já li que muitos físicos superaram em muito Einstein em diversos campos do conhecimento e também que o mesmo já foi criticado por muitos físicos, assim, propagar o mito do cientista independente e acima da humanidade é ideológico e nocivo ao mundo.

tjpptjpp, 26/Aug/2009 10:41

OI Erick

não há problema nenhum em questionar Einstein. As ferramentas para isto são fatos ou experimentos que não sejam explicados pela sua teoria. Para ter a credibilidade na Teoria da Relatividade, ele previu o desvio da luz, o experimento foi realizado no Brasil e confirmou a previsão. Simples assim.

A distância da fórmula E=mc² para uma boma atômica é imensa. É a mesma coisa que atribuir a Newton, a partir de suas leis, a construção do Empire State ou o WTC. Einstein não trabalhou no Projeto Manhattan.

O que você discutiu é chamado de falácia “ad hominem”, que não tem lugar em ciência: atribuir a veracidade ou falsidade de alguma informação, não pelo conteúdo mas pela autoria. Einstein perdeu vários debates sobre a Mecânica Quântica e deve ter se sentido orgulhoso disto, pois perdeu para Bohr.

Bob HardBob Hard, 26/Aug/2009 21:15

Olá Tadeu, Apesar de não ter formação em física, acompanho o fórum da IFUFF e vejo os embates constantes contra os “gênios” que vez por outra aparecem para espinafrar o Einstein e a Ciência oficial. Noto que todos eles gostam de escrever em posts longos mas sem nenhum nexo, defendendo idéias absurdas desde a construção de “discos voadores” até novas teorias de cosmogênese. Admiro a sua paciência em responder a essas criaturas bizarras sempre com bons argumentos e conhecimento de causa. Se fosse eu, deletava e bania do fórum no segundo comentário “torto”. Saudações!

Sandro Ricardo de SouzaSandro Ricardo de Souza, 29/Jul/2010 10:54

Parabéns pelo comentário sóbrio.

Estou copiando este post para repassar aos meus colegas professores, com os quais estou realizando um trabalho sobre Einstein.

Abraços

Sandro

almir terceiro telesalmir terceiro teles, 07/Aug/2010 19:51

Sou leigo em física.

Eu apenas queria confirmar ou não se a pasagem de Albert Einsten pelo o ceará, se é que por lá êle esteve, foi depois das experiências com a Teoria Da Relatividade. Ou êle esteve só pelo Rio, S.Paulo etc. Muito grato.

Pedro VieiraPedro Vieira, 02/Sep/2010 21:24

Não pretendo me meter em polêmicas, mesmo porque não sou físico, no entanto existem 2 dúvidas já antigas que me perseguem sobre a Teoria da Relatividade Generalizada e quem sabe tenho a sorte de resolve-las aqui.

1 – O famoso prêmio Nobel de física Chandrasekar, em seu livro Truth and Beauty – Aesthetic and Motivation in Science – Chicago 1990 , escreveu o muito estranho parágrafo: As I have said we have, as yet, no exact feature of general relativity that has been confirmed by observation: and none appear feasible in the foreseeable future (pag 149).

Qual o sigificado disso?

2 – Minha segunda questão é o próprio Einstein quem endossa. Como é possível uma teoria física prever forças gravitacionais infinitas? Parece-me claro que isso não pode estar certo. É o famoso “problemas do infinito” adentrando a física mais uma vez. Infinito é categoria para matemáticos não para físicos que tratam com o mundo real. Em ”On a stationary system with spherical symetry consisting of many gravitating ma sses”, Einstein termina afirmando:

…“The Schwartschild singulariries “does not appear for the reason that matter cannot be concentraded arbitraly. And this is due to the fact that otherwise constituing particles would reach the velocity of light.

Quando mais tarde essa sua tese foi derrubada e ele teve que aceitar o desagradável fato de que sua teoria desembocava em “infinitos”, ele afirmou com a clareza de um físico (não um matemático)e a humildade de um gênio:

Isso é um defeito a ser removido da teoria por uma melhor formulação matemática.

Minha segunda pergunta: porque a demanda do Einstein nunca prosperou? Porque os físicos aceitam “singularidades matemáticas” que o próprio autor renega e que eu, mesmo sem ser físico vejo que é um erro evidente e não pode existir no mundo real, só em equações.

Por fim quero esclarecer que minhas 2 dúvidas referem-se a Teoria da Relatividade Generalizada (1915), não a Teoria Restrita (1905), que nunca levantou grandes discussões sobre seu inegáveis méritos.

Pedro VieiraPedro Vieira, 02/Sep/2010 21:24

Não pretendo me meter em polêmicas, mesmo porque não sou físico, no entanto existem 2 dúvidas já antigas que me perseguem sobre a Teoria da Relatividade Generalizada e quem sabe tenho a sorte de resolve-las aqui.

1 – O famoso prêmio Nobel de física Chandrasekar, em seu livro Truth and Beauty – Aesthetic and Motivation in Science – Chicago 1990 , escreveu o muito estranho parágrafo: As I have said we have, as yet, no exact feature of general relativity that has been confirmed by observation: and none appear feasible in the foreseeable future (pag 149).

Qual o sigificado disso?

2 – Minha segunda questão é o próprio Einstein quem endossa. Como é possível uma teoria física prever forças gravitacionais infinitas? Parece-me claro que isso não pode estar certo. É o famoso “problemas do infinito” adentrando a física mais uma vez. Infinito é categoria para matemáticos não para físicos que tratam com o mundo real. Em ”On a stationary system with spherical symetry consisting of many gravitating ma sses”, Einstein termina afirmando:

…“The Schwartschild singulariries “does not appear for the reason that matter cannot be concentraded arbitraly. And this is due to the fact that otherwise constituing particles would reach the velocity of light.

Quando mais tarde essa sua tese foi derrubada e ele teve que aceitar o desagradável fato de que sua teoria desembocava em “infinitos”, ele afirmou com a clareza de um físico (não um matemático)e a humildade de um gênio:

Isso é um defeito a ser removido da teoria por uma melhor formulação matemática.

Minha segunda pergunta: porque a demanda do Einstein nunca prosperou? Porque os físicos aceitam “singularidades matemáticas” que o próprio autor renega e que eu, mesmo sem ser físico vejo que é um erro evidente e não pode existir no mundo real, só em equações.

Por fim quero esclarecer que minhas 2 dúvidas referem-se a Teoria da Relatividade Generalizada (1915), não a Teoria Restrita (1905), que nunca levantou grandes discussões sobre seu inegáveis méritos.

F. PiresF. Pires, 15/Mar/2013 01:42

Prezado Pedro.

A Relatividade se originou pelos estudos elaborados pelos brilhantes gênios e extraordinários físicos: primeiro pelo pai da Ciência G. Galileo e depois pelo pai da física I. Newton, ambos precursores da Relatividade. Depois deles muitos físicos contribuíram para a Relatividade Restrita e Geral, sendo equivocadamente dada os créditos somente ao A. Einstein. Não poderão ser esquecidos Lorentz, Hilbert… Vale ressaltar que Einstein foi um grande gênio, marqueteiro brilhante e oportunista científico. Lembrando que existem muitos cientistas que contribuíram mais que ele para a transformação da sociedade. Vamos aguardar alguns trabalhos científicos que estão sendo elaborados para mostrar alguns pontos equivocados da relatividade restrita e geral.

Um forte abraço.

Fábio Pires Físico

Heder RheysHeder Rheys, 29/Apr/2011 09:58

sem, palavras, um absurdo, mais está cheio de pseudo gênios por ai né. uma coisa é certa Einstein está 100% correto

Pedro VieiraPedro Vieira, 29/Apr/2011 14:57

Não sei se o “sem palavras,um absurdo”, acima, do Helder, se refiriu ao meu texto (parece que não). Se sim é afirmação de autoridade, apenas AFIRMA. Vale apenas como apoio ideológico (o que não é pouco), não é argumento e não viabiliza resposta.

Insisto que existem ponderáveis razões para se colocar em questão a Relatividade Generalizada. Talvez por isso mesmo surjam tantos questionamentos.

Inisto que se questiona apenas a Relatividade Generalizada, com seus buracos negros, buracos de minhoca, universos paralelos e viagens ao passado etc. Tudo filhos da gravidade infinita, coisa tão pouco física que, segundo Freeman Dyson, o próprio Einstein deplorava.

Ah sim algo estranho no reino da R. Generalizada!!

””

Bob HardBob Hard, 06/May/2011 12:05

A sonda Gravity Probe confirmou as previsões de Einstein a respeito da distorção do espaço/tempo em corpos celestes de grandes dimensões. A cada experimento, a relatividade geral se confirma. O resto? Bla bla bla… só isso.

Pedro VieirapPedro Vieirap, 06/May/2011 12:30

Helder

Essa sua afirmação desconsidera as idéias de Popper, atualmente dominantes no campo das ciêcias e aceitas por TODOS: nenhum número de confirmações experimentais PROVA uma teoria científica como VERDADEIRA. No entanto basta UMA só para prova-la FALSA. Considerar com blá blá as idéias de Popper, só mesmo num papo informal como esse.

Na mesma considerção de blá, blá blá, vc colocou Chandrasecar e o p´roprio Einstein, nos livros que citei lá atrás.

Insisto que debaixo “desse angú tem carne”. Não digo ser impossível provar o contrário, mas definitivamente NÃO É TRIVIAL, como vc parece acreditar.

BrutoBruto, 14/Mar/2012 16:54

O problema não é dizer que Einstein poderia estar errado por este ou aquele motivo, mas usar um construcionismo social de quinta categoria para combater uma teoria instigante da física. O contexto social no qual se debate uma teoria não pode ser desprezado por quem estuda epistemologia, mas isso de que a teoria da relatividade só ter sido aceita por ser “acalentadora” é imbecil. Peter Hayes parece também muito narcisista ao posar para uma foto riscando fórumla de Einstein - como se ele, enfim, tivesse provado que o físico está errado. Esse artigo pode até conter umas reflexões interessantes, mas as declarações do figura parecem embaraçosas para qualquer pesquisador no campo dos science studies…

tjpptjpp, 14/Mar/2012 17:10

Excelente reposta, Bruno! Obrigado!!

Pedro VieiraPedro Vieira, 15/Mar/2012 09:31

Vou colocar aqui uma afirmação do próprio Einstein:

The theory is based on a separation of the concepts of the gravitacional field and matter. While this may be a valid approximation for weak fields, it may presumably be quite inadequate for very high densities of matter. One may not therefore assume the validity of the equations for very high densities and it is just possible that in a unified theory there would be no such singularity.

(A.Einstein in The principle of relativity, eds. H. A. Lorentz, A. Einstein, H. Minkowski and H. Weyl, Methuen, London 1950)

Em que pese a importancia das teorias, principalmente a Relatividade Restrita, o fato é q a R. Geral incomodava o próprio autor. Vejam bem, em 1931 um astronomo hungaro, medindo as velovidades das estrelas na Constelação de Coma, viu q elas não oededciam a R.Geral. Como era imposspivel questionar na época essa teoria, sob pena de ridículo, ele sugeriu que deveria então existir uma “matéria negra”, invisivel, para adequar os fatos medidos com a teoria. Ele mesmo não levou muito a sério essa hipótese tão forçada, mas o fato é q hoje se fala dessa matéria negra e suas consequências com a maior tranquilidade. Tudo isso só para salvar a TG Generalizada. Outra pista, a Relatividade Restrita já influencia a taecnologia (como GPS) e é fundamental nos estados das partículas. A TRGeral, até hoje, nunca saiu do papel para viabilizar algo concreto. Limita-se a pever buracos negros, de minhoca, big bangs, tempo andando paratrás e outras teorias. Nada q seja passível de experimentação. É do tipo pegar ou legar. Termino com o próprio Einstein: não se deve supor a validade da teoria para grandes densidades de matéria. Agora… como que vai se tirar o Big Bang das massas???? No IBPF já se estuda isso, mas não se pode fazer muito barulho, o crédulos iriam lá appedrejar.

tjpptjpp, 15/Mar/2012 09:46

A correção nos GPS é principalmente de relatividade geral (sem ela, o erro seria de 10km/dia). Se hoje vimos quasares é porque as lentes gravitacionais existem e funcionam exatamente como previsto pela Teoria da Relatividade Geral, cuja capacidade de desviar os raios luminosos foi confirmada por Sir Arthur Stanley Eddington em 1919!! Sem contar a precessão do periélio de Mercúrio! Temos quase cem anos da confirmação da Teoria da Relatividade Geral de Einstein…

Veja http://www.astronomy.ohio-state.edu/~pogge/Ast162/Unit5/gps.html

Pedro VieiraPedro Vieira, 15/Mar/2012 10:05

Ah, lembrei-me a respeito da Sonda G.Probe q vc citou. É claro que ela não passa nem perto do assunto que estou tentanto esclarecer aqui, mas de qq maneira pode servir para esclarecer e diminuir o nível de blá, blá, blá. Como afirma o próprio Einstein (citação acima) os campos gravitacionais fracos respondem bem a sua teoria (como os de Probe). Os campos muito grandes, tendendo ao infinito é que são os problemas, que ele mesmo não aceita. Desculpe mas vou usar a técnica semântica válida no blog: o resto é blá, blá,blá, a TRG, na singularidade está 100% errada. :-)

Pedro VieiraPedro Vieira, 15/Mar/2012 10:05

Ah, lembrei-me a respeito da Sonda G.Probe q vc citou. É claro que ela não passa nem perto do assunto que estou tentanto esclarecer aqui, mas de qq maneira pode servir para esclarecer e diminuir o nível de blá, blá, blá. Como afirma o próprio Einstein (citação acima) os campos gravitacionais fracos respondem bem a sua teoria (como os de Probe). Os campos muito grandes, tendendo ao infinito é que são os problemas, que ele mesmo não aceita. Desculpe mas vou usar a técnica semântica válida no blog: o resto é blá, blá,blá, a TRG, na singularidade está 100% errada. :-)

Gil Cleber Duarte CarvalhoGil Cleber Duarte Carvalho, 08/Feb/2016 01:28

Caro Sérgio Luiz Roza, seja humilde: se quiser aprender um pouquinho sobre o assunto, posso ensinar-lhe, pois já pesquisei e continuou pesquisando. Meu e-mail está aí em cima para contato e não vou cobrar-lhe nada por isso. Mas primeiro você tem de aprender a escrever com clareza. Tive a impressão de estar lendo um trecho do Ulisses, de James Joyce.

Gil Cleber Duarte CarvalhoGil Cleber Duarte Carvalho, 08/Feb/2016 01:30

Meu e-mail para contato:

gilccarvalho@ig.com.br

joao carlos holland de barcellosjoao carlos holland de barcellos, 09/Nov/2016 16:12

O Trem Jocaxiano Por Jocax Novembro/2016

Resumo: Este artigo mostra duas situações bastante simples e análogas em relação ao experimento mental clássico (conhecido como o 'Trem de Einstein') que explica a dilatação temporal e depois aponta uma contradição entre elas.

O Trem de Einstein

É familiar a todo estudante de teoria da relatividade restrita a experiência mental que mostra a dilatação temporal ocorrendo quando se postula a invariancia da medida da velocidade da luz. Podemos ver, a seguir, alguns links de sites com exemplos:

O trem de Einstein e a dilatação do tempo:

1- http://acervo.novaescola.org.br/ciencias/fundamentos/einstein-teoria-relatividade-dilatacao-do-tempo-605460.shtml

2- http://www.infoescola.com/fisica/dilatacao-do-tempo/

3-http://alunosonline.uol.com.br/fisica/dilatacao-do-tempo.html

Podemos ver, nestes exemplos clássicos, que o observador que vê o feixe de luz ir e voltar pelo mesmo caminho em seu referencial, (nestes exemplos o observador que se encontra dentro do vagão onde também se encontra a fonte de luz) calcula um tempo menor para o percurso da luz do que o observador que observa a luz fazendo um caminho mais longo, como parte de um “triângulo” (neste caso, o observador na estação).

Por isso, o relógio do observador que está no vagão anda mais devagar em relação ao observador que o que está parado na estação (que mede um tempo maior para o percurso da luz), de modo que, para ambos, a velocidade da luz seja a mesma (=c).

Este Fenômeno este é conhecido como “dilatação temporal”. ( Resumindo sofre dilatação temporal quem observa a luz fazer o menor caminho, neste caso, quem está dentro do trem em movimento ).

Tudo muito didático e simples. Eis que então surge o Trem Jocaxiano .

O Trem Jocaxiano

O trem jocaxiano nada mais eh que o velho trem de Einstein com um belo furo no chão ! :-)

Quando o trem passa , uma lanterna, parada no solo da estacao, emite um feixe de luz através do furo e entra no trem em movimento bate no teto espelhado do trem e volta para a mesma lanterna que emitiu o feixe(se o furo for suficientemente grande).

Ou seja, quando o trem jocaxiano passa, a luz entra pelo furo bate no teto e volta pra lanterna fazendo um vai e volta semelhante ao Trem de Einstein mas, quem está na estação agora é que observa a luz ir e voltar pelo mesmo caminho (o caminho mais curto!).

Já para o observador que está no vagão em movimento a luz faz um percurso mais longo, como uma parte de “triângulo”. Ou seja, quem está no vagão em movimento observa um caminho *maior* do feixe de luz do que o observador parado na estação.

Portanto , como os dois observadores devem medir a mesma velocidade para a luz, o tempo, dentro deste Trem jocaxiano, passa mais rápido do que para o observador que está parado na estação e vê a luz fazer o menor caminho.

Assim, neste caso, sofre dilatação temporal quem está fora do trem, em repouso. Isto é o tempo passa mais rápido para o observador no trem em movimento: aquele que observa a luz fazer um caminho mais longo.

Paradoxo

Portanto este experimento mental mostra que temos um paradoxo na relatividade restrita, o mesmo trem físico, os mesmos observadores, sofrem uma dilatação temporal que depende de onde parte a luz , se de dentro do trem ou fora dele !!

Referencias: O Paradoxo das Gemeas: https://social.stoa.usp.br/paradoxosrelat/blog/paradoxo-das-gemeas

joao carlos holland de barcellosjoao carlos holland de barcellos, 18/Nov/2016 09:45

O Trem Jocaxiano Por Jocax Novembro/2016

Resumo: Este artigo mostra duas situações bastante simples e análogas em relação ao experimento mental clássico (conhecido como o 'Trem de Einstein') que explica a dilatação temporal e depois aponta uma contradição entre elas.

O Trem de Einstein

É familiar a todo estudante de teoria da relatividade restrita a experiência mental que mostra a dilatação temporal ocorrendo quando se postula a invariancia da medida da velocidade da luz. Podemos ver, a seguir, alguns links de sites com exemplos:

O trem de Einstein e a dilatação do tempo:

1- http://acervo.novaescola.org.br/ciencias/fundamentos/einstein-teoria-relatividade-dilatacao-do-tempo-605460.shtml

2- http://www.infoescola.com/fisica/dilatacao-do-tempo/

3-http://alunosonline.uol.com.br/fisica/dilatacao-do-tempo.html

Podemos ver, nestes exemplos clássicos, que o observador que vê o feixe de luz ir e voltar pelo mesmo caminho em seu referencial, (nestes exemplos o observador que se encontra dentro do vagão onde também se encontra a fonte de luz) calcula um tempo menor para o percurso da luz do que o observador que observa a luz fazendo um caminho mais longo, como parte de um “triângulo” (neste caso, o observador na estação).

Por isso, o relógio do observador que está no vagão anda mais devagar em relação ao observador que o que está parado na estação (que mede um tempo maior para o percurso da luz), de modo que, para ambos, a velocidade da luz seja a mesma (=c).

Este Fenômeno este é conhecido como “dilatação temporal”. ( Resumindo sofre dilatação temporal quem observa a luz fazer o menor caminho, neste caso, quem está dentro do trem em movimento ).

Tudo muito didático e simples. Eis que então surge o Trem Jocaxiano .

O Trem Jocaxiano O trem jocaxiano nada mais eh que o velho trem de Einstein com um belo furo no chão ! :-)

Quando o trem passa , uma lanterna, parada no solo da estacao, emite um feixe de luz através do furo e entra no trem em movimento bate no teto espelhado do trem e volta para a mesma lanterna que emitiu o feixe(se o furo for suficientemente grande).

Ou seja, quando o trem jocaxiano passa, a luz entra pelo furo bate no teto e volta pra lanterna fazendo um vai e volta semelhante ao Trem de Einstein mas, quem está na estação agora é que observa a luz ir e voltar pelo mesmo caminho (o caminho mais curto!).

Já para o observador que está no vagão em movimento a luz faz um percurso mais longo, como uma parte de “triângulo”. Ou seja, quem está no vagão em movimento observa um caminho *maior* do feixe de luz do que o observador parado na estação.

Portanto , como os dois observadores devem medir a mesma velocidade para a luz, o tempo, dentro deste Trem jocaxiano, passa mais rápido do que para o observador que está parado na estação e vê a luz fazer o menor caminho.

Assim, neste caso, sofre dilatação temporal quem está fora do trem, em repouso. Isto é o tempo passa mais rápido para o observador no trem em movimento: aquele que observa a luz fazer um caminho mais longo.

Paradoxo

Portanto este experimento mental mostra que temos um paradoxo na relatividade restrita, o mesmo trem físico, os mesmos observadores, sofrem uma dilatação temporal que depende de onde parte a luz , se de dentro do trem ou fora dele !!

Referencias: O Paradoxo das Gemeas: https://social.stoa.usp.br/paradoxosrelat/blog/paradoxo-das-gemeas

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joao carlos holland de barcellosjoao carlos holland de barcellos, 23/May/2017 14:00

Veja a refutacao da TRR:

https://social.stoa.usp.br/paradoxosrelat/blog/trem-jocaxiano-versao-portugues

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joao carlos holland de barcellosjoao carlos holland de barcellos, 05/Jul/2017 09:25

Veja um artigo que refuta a teoria da relatividade restrita:

https://www.omicsonline.com/open-access/jocaxians-train-2476-2296-1000154.php?aid=88262

Traducao em portuques: https://social.stoa.usp.br/paradoxosrelat/blog/trem-jocaxiano-versao-portugues

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blog/entradas/teoria-da-relatividade-e-ideologia-e-nao-ciencia-defende-pesquisador.txt · Última modificação: 27/Mar/2010 23:52 (edição externa)
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